EMANA


emana, EmAna, do verbo emanar,

Ema e Ana.

No outro dia percebi que o mergulho de Ema levou-a até uma ribeira transmontana qualquer, seguindo um curso redentor que não vimos. Numa elipse místicomaluca, como esta tirinha.

A queda e a ascensão da mesma ninfa, que no fim se molha e no início se enxuta. Um fim mergulhado que emana um início por secar.

Ah, aquela auréolíngua de vapor de água que Ana exala à luz da noite de Inverno. Ah, como se ainda fosse a aba do chapéu de Ema, com o mesmo azul daquele laço à luz do sol do último dia de Outono. 


Rodrigo

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